- Antes da captura, localize e, quando necessário, limpe cuidadosamente a região da gravação.
- Posicione a câmera de frente para a numeração.
A fotografia deve apresentar:
- todos os caracteres;
- a numeração centralizada;
- a superfície ao redor;
- boa iluminação;
- nitidez suficiente para leitura.
Não corte nenhum caractere.
Evite:
- fotografar a numeração inclinada;
- utilizar zoom excessivo;
- deixar sombras sobre os caracteres;
- utilizar o flash quando ele provocar reflexo;
- aproximar-se tanto a ponto de perder o foco.
- Depois da captura, confira a fotografia e toque em Realizar análise IA.
- O sistema utiliza OCR para extrair a numeração e compará-la com o chassi esperado no cadastro do veículo.
Exemplo positivo de imagem:
Exemplo negativo de imagem:
Resultados da análise IA
Imagem confere
Indica que a imagem possui condições adequadas e que a numeração reconhecida corresponde ao dado esperado.
Caracteres divergentes
Quando a IA identifica um caractere diferente do esperado, o aplicativo irá destacá-lo.
Baixa confiança
Significa que a IA identificou a existência de um caractere, mas não conseguiu determinar com segurança qual letra ou número foi registrado.
Isso pode ocorrer, por exemplo, entre caracteres visualmente parecidos.
Nessa situação, o vistoriador deve conferir manualmente a numeração e realizar uma nova captura.
Tentativas de leitura do chassi
Quando a validação automática falhar, o sistema exigirá novas tentativas.
De acordo com a regra do processo, o sistema não permitirá que você siga adiante sem realizar pelo menos três tentativas de captura e análise, quando houver falha na validação automática.
Isso é importante porque existem situações em que o chassi realmente pode estar com desgaste, ferrugem, baixa legibilidade ou outro fator que dificulte a leitura automática.
Por isso, antes de liberar uma exceção, o sistema exige essas tentativas para confirmar que a IA realmente não conseguiu validar a imagem.
A partir da terceira tentativa, se o sistema continuar apontando divergência ou baixa acurácia, serão liberados campos para digitação assistida ou digitação manual.
Digitação assistida ou manual do chassi
Após as tentativas exigidas, o sistema poderá liberar:
- digitação assistida;
- digitação manual.
Na digitação assistida, o vistoriador corrige somente os caracteres necessários.
Na digitação manual, toda a numeração poderá ser informada novamente.
Atenção: não altere os dados apenas para fazer com que a informação coincida com o cadastro. Digite exatamente o que está visível no veículo.
Sempre que houver intervenção manual, será necessário informar uma justificativa. O sistema poderá apresentar opções pré-definidas ou permitir o preenchimento de outro motivo.
Exemplo:
Numeração com baixa legibilidade devido ao desgaste da superfície, mesmo após três tentativas realizadas com diferentes ângulos e iluminação.
Evite justificativas genéricas.
A intervenção ficará registrada e poderá ser encaminhada para auditoria.
Verifique possíveis sinais de adulteração no chassi
Além de garantir a legibilidade da numeração, é necessário conferir se há sinais de adulteração. Por isso, fique atento a marcas de lixas ou abrasivos na base da gravação, sinais de remarcação do motor, numeração desalinhada ou fora do padrão da montadora e obstruções como ferrugem ou sujeira que dificultam a leitura.
Formas mais comuns de adulteração
As formas mais comuns de adulteração do chassi incluem:
- A punção manual, quando o número é rebatido com martelo e letras metálicas, geralmente resultando em caracteres desalinhados, profundidade irregular ou fora do padrão da montadora.
- O uso de massa plástica, aplicada ao redor de um recorte no chassi para simular continuidade do metal. Esse método costuma esconder soldas e cortes feitos para alteração da numeração original.
Como identificar adulterações
Para identificar adulterações, observe atentamente os seguintes pontos:
- Primeiro, analise a pintura do chassi. A pintura original de fábrica é eletrostática, fina e uniforme. Rugas, ondulações ou marcas de lixa sob a tinta indicam que houve lixamento prévio, comum em processos de adulteração.
- Em seguida, observe o tipo de solda. As montadoras utilizam solda ponto, com pequenos círculos regulares e simétricos. Já adulterações costumam apresentar solda contínua, com aparência de cordão, linhas retas ou respingos metálicos, mesmo quando lixados.
- Sempre que possível, utilize o teste do ímã. Deslize um ímã de aproximadamente dez centímetros antes até dez centímetros depois da numeração. Se houver perda de magnetismo, deslizamento fácil ou “pulo” do ímã, pode haver massa plástica sob a pintura, indicando emenda ou reparo irregular.
- Também é importante verificar o verso da chapa. Quando o chassi está no assoalho ou sob o banco, observe a parte inferior do veículo. É comum que, por baixo, fiquem visíveis marcas de calor, metal escurecido, rebarbas ou acabamento irregular da solda.